RISOTERAPIA

Riso como medicamento – Com resultados surpreendentes, terapia do riso é utilizada para tratar da depressão ao câncer.

Mom and daughter laughing istock

Uma boa gargalhada faz bem à saúde, sabia? E não é piada não. Rir é mesmo o melhor remédio – e não é apenas teoria. O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos médicos e com resultados surpreendentes.
Ajuda no tratamento para auxiliar contra mau humor – distimia –, estresse, depressão, melancolia e doenças mais complexas, como Aids e câncer. O riso auxilia na recuperação e na cura dos pacientes, reduzindo em até 20% o tempo de tratamento e de internação. Um antigo provérbio chinês diz que “para se sentir saudável, deve-se rir pelo menos 30 vezes por dia”.
Desde a década de 60, o médico norte-americano Hunter ‘Patch’ Adams, considerado o ‘pai da terapia do riso’, já acreditava nisso, e vem utilizando a risada como agente de cura.
Sua história foi retratada no filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, interpretado pelo ator Robin Willians. Na terapia do riso, de maneira natural, sem ajuda de medicamentos, as pessoas são ensinadas a rir, seja de si mesmas ou de situações engraçadas. A intenção é buscar risadas verdadeiras, explosivas, dessas que movem 400 músculos em todo o corpo, ativam o sistema imunológico e oxigenam os tecidos.

SENSAÇÃO DE BEM-ESTAR
O livro Terapia do Riso – A Cura pela Alegria também reforça a tese. Escrito pelo clínico geral, terapeuta e homeopata Eduardo Lambert, apresenta o riso como transmissor de energia. Há, segundo o autor, uma química que se espalha por todo o corpo e que provoca relaxamento muscular em todos os órgãos.
Em seus estudos, Lambert constatou que um simples esboçar de um sorriso ou uma gargalhada estimulam o cérebro a produzir endorfinas, substâncias químicas similares às morfinas, mas com potência 100 vezes maior. Têm poder analgésico, proporcionando uma enorme sensação de bem-estar. “As endorfinas servem como analgésicos naturais. Por isso que algumas pessoas toleram melhor a mesma quantidade de dor”, confirma Rosana Cipolotti, pediatra do Centro de Oncologia do Hospital Governador João Alves Filho – HGJAF.
Além disso, essas substâncias estimulam o sistema imunológico contra reações alérgicas e bactérias. Estudos científicos revelaram que em pacientes com tumores, o riso e o bom estado de ânimo aumentam a contagem de células T, assim como a produção de ‘células assassinas’ naturais que combatem os vírus e os tumores.
As endorfinas ajudam também a melhorar a pressão arterial, ampliam a capacidade respiratória, protegem o aparelho circulatório contra enfartes e derrames e promovem uma ação antienvelhecimento. O riso ajuda também a emagrecer: ao rir, a pessoa aciona 28 músculos da face, queimando de 10 a 11 calorias.

Fonte: Jornal Cinform – Laudicéia Fernandes

VAMOS VIAJAR PARA A ÍNDIA?

Rishikesh

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Por Elizabeth Wessler

Quem optar por conhecer um lugar tão diferente de nosso cotidiano, pode se surpreender com as mudanças internas e externas que uma viagem dessas acarreta. Portanto, defina para si a razão de sua escolha. Não precisa dar explicações para ninguém. Apenas saiba o que você procura num país com costumes tão diferentes dos  nossos. Ao embarcar numa realidade distinta, podemos provocar ações e reações particulares que nos ajudam no processo de autoconhecimento. Não é à toa que esse é o país do yoga, um instrumento eficaz de autopercepção. Na minha concepção, não basta enviar uma foto, uma mensagem ou telefonar para descrever a vivência nesses lugares milenares e santos, por mais sofisticados que sejam os meios de comunicação.  As palavras e as imagens não têm suficiência para transmitir o que é vivido. O melhor mesmo é deixar que os sentidos agucem por si sós e tanto o conhecimento como os sentimentos cheguem ao coração.           As lembranças, que eu chamo de  aprendizados, ficaram registradas para serem acessadas quando quisermos ou precisarmos.                                                                                               Penso que as situações aparentemente sem sentido que surgem tem seus propósitos, uma divina ordem existe por trás delas. Como por exemplo, o trânsito  aparentemente caótico  de muitas cidades indianas. Eles têm uma ordem diferente da nossa e  com ela convivem utilizando a mão inglesa e o barulho das buzinas. No tempo em que estivemos viajando pelas estradas no norte e nordeste do país, durante 21 dias, não presenciei nenhum acidente grave, o máximo que assisti foi a uma colisão de motocicleta com bicicleta, na qual os dois condutores apenas levantaram  seus veículos do chão, se olharam e foram embora.  A velocidade em que os veículos trafegam, seja nas estradas ou nas ruas, comparada a nossa é muito baixa.                                                                                                    O que reparei nessa viagem com mais atenção e admiração é que os indianos são silenciosos. Normalmente, eles falam pouco e baixinho. Acho isso muito útil para aprendermos a nos ouvir.                                                                                                            Minha dica para quem faz uma viagem dessa é não ter medo do novo, do que não temos controle,  pois  pensar que temos algum controle sobre os acontecimentos da vida é pura ilusão. Por isso, deixe fluir e aproveite. Os indianos também não têm uma relação com o tempo muito precisa. Eles dão uma estimativa relativa para os compromissos, inclusive no uso dos transportes públicos. Quem tem uma vida pautada no tempo do relógio, muitas vezes  pode ficar surpreso como os atrasos  para eles funcionam como um acontecimento natural.                                                                                                                                      Pensando na pergunta inicial:  por que viajar para a Índia?  Uma viagem espiritual, de conhecimento cultural, turismo, de compras, de tudo isso junto ou de nada disso?  Vale a pena essa autorreflexão. Se por acaso a situação não seguir o roteiro planejado, não resista, aceite o que vem para você como um presente…

No primeiro dia, em Delhi, assim que chegamos encontrei entre meus papéis algo que não era meu: uma etiqueta escrita à mão  com tinta azul, presa com durex, na qual podia-se ler a palavra “ ame”.  Um recado simples e direto que interpretei como uma boa dica para minha terceira viagem ao país.  Mas, nem sempre consegui colocar em prática esse tempo verbal imperativo, pelo qual pode se expressar uma ordem, um pedido, uma orientação ou um conselho. Nem pense que foi fácil seguir  essa dica. O ego muitas vezes insistiu em ganhar espaço, a fazer julgamentos, a cobrar atitudes, etc. Houve momentos em que precisei ficar sozinha em meditação para não me deixar levar pelo mundano.  Aliás, as tentações são muitas. Senti-me muitas vezes seduzida pelas cores, brilhos, sabores, descontos. Nosso grupo de 31 pessoas, a maioria composta por mulheres, entre 27 e 81 anos . Muitos chegaram cheios de expectativas, alguns agiam como crianças: curiosas, mimadas, desejosas de atenção. Mas, ao longo do tempo, fomos todos nos adaptando.      Uns mais outros menos. Os que tinham mais afinidades ficavam mais próximos, formavam subgrupos de amigos. Gostei de partilhar  nos grandes percursos de viagens , os corações  se abrindo em alegres canções, danças e  o sentido de solidariedade mútua.                        Como já disse diversas vezes, penso que esse país tem uma magia muito interessante.     Ele lembra um grande espelho onde é refletido quem realmente somos sem máscaras ou disfarces. Não dá para esconder nossa real natureza por muito tempo, na Índia. Acho isso fantástico, porque quanto mais nos enxergamos, mais temos domínio sobre nós. Tenho a convicção de que ter consciência do porquê de nossas atitudes nos ajuda a sermos seres melhores.  Percebo o que me incomoda  e sei o que mais preciso trabalhar em mim.        Acho que nossas crianças do grupo amadureceram pouco a pouco na viagem. A mensagem que recebi através da etiqueta : “ame”, soa como um mantra pessoal, uma oportunidade de aceitar as pessoas como são. Pois o amor é abrangente, acolhedor, agregador, tolerante, paciente, gentil… e quanto mais nos afastamos de nossa natureza amorosa, mais egoístas,  despeitados e medrosos nos tornamos. Uma boa lição recebida!

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MEDITAÇÃO – SIMPLES ASSIM

Pelo Prof. Vanderlei Wessler                                                                                                             (Texto da Revista O Atma para Setembro 2015  nº 182)

Respect                                  

Depois de uma prática de meditação com meus alunos cuja duração foi de uma hora, como habitualmente, um deles me indagou sobre sua dificuldade de meditar em casa.                     Qual o porquê de ele não conseguir se concentrar? Sua mente sempre agitada não conseguia esvaziar, o que o deixava incomodado e sem vontade de fazer a prática.

Expliquei a ele que a mente nunca fica vazia, que jamais se preocupasse em querer fazer algo que não estivesse ao seu alcance. O que cada um precisa fazer em suas práticas é somente deixar a ação natural da desaceleração dos pensamentos acontecer.          Podemos praticar uma boa meditação em diversos lugares, inclusive no escritório, ou em qualquer outro local. É apenas necessário parar por alguns instantes, não por horas e horas. Ninguém tem este tempo ou está preparado para isso. Podemos praticá-la andando, cozinhando, limpando a casa, fazendo uma tarefa simples, desde que possamos fazer gerar prazer na respiração e nos movimentos suaves que realizamos. Praticar em pé à espera do elevador ou dentro dele, por exemplo, é uma boa opção. Podemos fazer a prática esperando um amigo ou em qualquer situação em que o nosso corpo possa ficar imóvel, como em uma fila de banco ou de cinema. A meditação pode ser por apenas duas ou três respirações conscientes. A ação correta é perceber que não estamos com pressa.     Lembre-se: perceber que não estamos com pressa é administrar nossa ansiedade, deixando com que haja desaceleração nas estruturas internas do corpo, relaxando principalmente o sistema nervoso. Com isso, percebe-se que está havendo uma calmaria na respiração. Este é o ponto! Ao utilizar-se da ferramenta respiração para protagonizar um relaxamento em todos os sistemas internos, gerando bem estar na estrutura cerebral, estará nutrindo todo o corpo, desacelerando e produzindo um estado de paz profunda em você, mudando toda sua consciência de momento presente, que é prosperidade, saúde, harmonia e tranquilidade, fazendo com que o seu corpo seja desintoxicado e fique mais leve, deixando sua mente mais saudável, podendo gerar novas ideias para um mundo melhor. Então, quando chegar à casa e for praticar meditação sente-se sempre com a coluna ereta. Você só precisa manter seu corpo sem agitação, sem qualquer movimento. Respire tranquilamente e de forma profunda por duas ou três vezes, depois deixe a respiração livre, apenas a observe como ponto de referência para a mente. Isto fará com que as estruturas internas desacelerem e, consequentemente, a mente estará preparada para diminuir a intensidade dos pensamentos, fazendo com que você possa permanecer de forma prazerosa por 15 ou 20 minutos. Boa prática diária! Você merece e o seu corpo também.

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COMO USAR O TEMPO A SEU FAVOR

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Administrar o tempo, muitas vezes não parece ser uma tarefa fácil, principalmente para os que se sentem prisioneiros dele. O monge Anselm Grûm nos ensina como usar o aqui e agora a nosso favor em seu livro:
“Administração Espiritual do Tempo, em coautoria com Friedrich Asslânder, editora Vozes.
Por exemplo, no começo do dia, ele sugere que podemos saudar o dia, agradecer pela vida, pelo sono da noite anterior, orar, meditar, fazer uma prática física do yoga, etc.          Temos tantas escolhas construtivas que nos fazem bem à alma…
Ao meio-dia, concluir conscientemente a manhã fazendo uma pequena pausa antes de almoçar, respirar com plena atenção, desligar o computador, olhar para o céu, etc.
À tardinha, ou começo da noite, quando geralmente voltamos para casa depois do trabalho, ele sugere dar uma caminhada especial, mais longa do que de costume, apreciando o que acontece ao redor, acolhendo o que vê, ouve, sente.
Há também a opção de visitar uma igreja, um templo, um lugar que você considera santo ou passear num parque e se fundir com a natureza.
Em casa, dar atenção a quem mora com você, isto inclui seu animal de estimação, sua planta, exercitar o amor com eles, dar, receber, partilhar e compartilhar.
Antes de dormir, fique em silêncio por alguns minutos, o que o ajuda a ter uma noite de sono serena.
No fim de semana, procure aproveitá-lo plenamente, do jeito que você gosta. Dançar, ouvir música, ler, ver filme, estar com amigos, namorar, cozinhar, dormir mais, etc.                        Viva integralmente aquilo que faz bem para sua alma. Tenha plena consciência dos momentos que você vive e aceite o que não possa modificar, como a chuva forte, quando planejamos ir a praia, o resfriado, quando programamos ir a uma festa. Quanto mais aceitarmos e agradecermos, mais em paz nos sentiremos.
Agradeça o tempo livre, o ócio, ele é uma benção divina para relaxarmos em paz. Cultive o bom-humor sempre, em qualquer tempo.

Fonte: do livro: “Administração Espiritual do Tempo”, Anselm Grün e
Friedrich Asslânder, editora Vozes.