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	<title>O Atma Yoga &#187; Prof. Elizabeth Correia W.</title>
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	<description>Revista de Yoga O Atma</description>
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		<title>As vantagens do desapego</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Elizabeth Correia W.]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei de moto pela rua do Catete e meu olhar fixou-se num cartaz próximo a uma parada de ônibus. Nele reparei um anúncio de uma peça de teatro em cartaz na cidade com o título: “Eu não sou feliz, mas &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/as-vantagens-do-desapego/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Passei de moto pela rua do Catete e meu olhar fixou-se num cartaz próximo a uma parada de ônibus. Nele reparei um anúncio de uma peça de teatro em cartaz na cidade com o título:<br />
“Eu não sou feliz, mas tenho marido”. Pesquisei depois sobre a origem do texto, escrito pela jornalista argentina Viviana Thorpe, estrelado por Zezé Polessa. Ainda não assisti ao espetáculo, mas parei para pensar sobre a frase que me chamou a atenção. Vivemos numa sociedade em  que se valoriza o ter.<br />
Quanto mais possuímos, mais somos considerados. Imóveis, vestuários, automóveis e outros veículos, computadores, celulares, máquinas digitais tornam pré-requisito para uma boa imagem perante o grupo, a sensação de sucesso, de realização, de ser aceito, amado. Mas, não só bens materiais parecem ganhar importância para nossa aceitação social, inclui também, possuirmos namorado, marido ou esposa, filhos, muitos amigos, de preferência conhecidos, personalidades então conta muito, até animais de estimação, desde que sejam de raça e com pedigree.</p>
<p>Como se a aquisição de algo ou alguém seja mais valioso do que a própria felicidade e bem estar interno. Qual o peso que damos para nossos sentimentos, nosso modo de ser, nossa real natureza? Quando deixamos de nos ouvir, as doenças aparecem no corpo, na mente e na alma. O preço por reprimir quem somos e viver de aparências é muito alto.</p>
<p>Não vejo nenhum mal em ter tudo que foi mencionado acima, mas o que acho danoso é viver a ilusão que precisamos possuir alguma coisa ou alguém para ser feliz plenamente. Por isso, digo com convicção: não acreditem nas propagandas, nos filmes, nas novelas, nos outros, escute sua voz de dentro.</p>
<p>A ironia da frase da peça nos informa que esquecemos de nós, abandonamos o ser em prol de algo que pensamos que podemos reter. Puro engano. Repare a vida, observe que nada dura eternamente.</p>
<p>Existem ciclos, altos e baixos como as estações do ano que acontecem independente de nossa vontade. Os momentos de dor, os momentos de alegrias passam. Portanto, vamos estar presentes neles.</p>
<p>Uma expressão da sabedoria hindú diz que “tudo passa” e quando paramos para compreender a extensão dessa simples frase, relaxamos, porque ela nos traz conforto para o coração e alívio para nossa ansiedade. Mas ao contrário, quando tentamos reter, segurar as coisas ou as pessoas, pensamos que podemos trazer junto com elas a felicidade, nos prendemos e ao ficarmos presos seja pelo prazer, conforto, a acomodação, aos medos dos riscos, os desafios da vida, deixamos de ser livres, leves, felizes e sofremos &#8230;</p>
<p>Acho que existem duas opções: podemos escolher lamentar as coisas que não são como gostaríamos que fossem e ficar eternamente insatisfeitos, buscando nos relacionamentos e nos objetos uma felicidade que eles não podem nos dar ou então buscarmos alternativas para viver em harmonia conosco e com todos. Vamos fazer as pazes com a vida e perceber dentro de nós a felicidade duradoura e plena.</p>
<p>O desapego é uma boa solução para isso, embora não seja nada fácil. Precisamos usar nossa força interna para libertar de todas as amarras, sejam elas sedutoras, aceitas socialmente, repressoras, etc. O exercício da meditação, as orações, o serviço desinteressado formam bons instrumentos para isso. E quando nos sentirmos inteiros, plenos, felizes sem nenhuma razão aparente, o amor que existe em nós passará a fluir com mais intensidade e invadirá toda a nossa existência, circulando por tudo e todos que encontrarmos.</p>
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		<title>Os Presentes e Seus Valores</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando alguém faz aniversário, na época de Natal, na Páscoa e em outras datas festivas faz parte do costume da nossa sociedade dar um presente, presentear alguém pela ocasião. Parei para pensar nesse gesto de manifestação de carinho, amor, de &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/os-presentes-e-seus-valores/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Quando alguém faz aniversário, na época de Natal, na Páscoa e em outras datas festivas faz parte do costume da nossa sociedade dar um presente, presentear alguém pela ocasião. Parei para pensar nesse gesto de manifestação de carinho, amor, de doação de algo para alguém. Escolher algo para dar é uma tarefa pessoal que mostra quem realmente somos.  Vou explicar melhor. Eu faço parte de um conjunto de valores que fui adquirindo e que também fazem parte de minha natureza, ou seja, que são inatos, nasceram comigo. E esse somatório de idéias, histórias de vida, gostos, aversões, cultura, educação e sentimentos em constante transforma-ção ajudam a resolver o que presentear a alguém.<br />
E cada vez que eu dou algo a alguém estabelece-se uma relação de troca, mesmo que aparentemente ou formalmente ela não fique clara e não seja essa a intenção. Por exemplo, se eu dou uma flor a uma pessoa ou um beijo, a satisfação pelo ato vem imediatamente, mesmo que não receba nada material, concreto por isso. E esse relacionamento se realiza de forma natural, espontânea. Mas, com isso não quer dizer que toda troca seja prazerosa, às vezes, não. Se alguém faz a doação por obrigação, por automatização, por educação, ou outro motivo que não vem de dentro, mas que está na periferia, fora de você, a resposta que chega torna tão superficial quanto o gesto inicial e ninguém gosta da sensação de vazio, de faltar algo para completar, e ironicamente sentimos carente ao fazer essa falsa doação. Outro aspecto que percebo na nossa sociedade é o peso que se dá ao valor material do presente. Isso cria uma mentalidade que o grau de amor que sentimos por alguém está diretamente relacionado a quanto mais caro for o objeto de nossa doação. Será?!  Não preciso comprar algo dispendioso para demonstrar nosso afeto, não caia nessa armadilha, amigo. Não substitua sua melhor forma de amar, contato direto com o próximo, um abraço de coração, um beijo com ternura, uma ajuda no momento que se faz necessário, por objetos, eles têm sua utilidade, mas não são essenciais. Se for doar 1kg de alimento não perecível entregue junto com esse sua melhor energia, essa será a grande diferença entre os vários sacos de arroz, feijão, os pacotes de macarrão, etc. Conheço uma família com uma condição financeira privilegiada que depois que começou a praticar yoga e meditar mudou os tipos de presentes que costumava dar, em vez de artigos de grifes e importados, passou a presentear as pessoas com objetos feitos por elas mesmas. Houve uma mudança de valores e uma nova forma de perceber as coisas. Essa família ao invés de economizar sentimentos, tempo e energia em prol do próximo, deixou que a generosidade que habita em todos nós se expandisse cada vez mais.</p>
<p>Eles passaram a oferecer um pouco mais deles e sentem-se mais felizes por isso. Mas, não é fácil não se deixar influenciar e seduzir pelos apelos consumistas que está em toda a parte. Conheci uma brasileira que vivia sozinha em Orlando, E.U.A, longe da família, amigos, e tinha dificuldade de criar novas amizades. Tinha comprado uma casa grande com 3 quartos espaçosos. Fiquei curiosa em saber por que trancava a metade da casa. Ela disse que não usava aquela parte e não queria sujar a área&#8230;<br />
Pensei comigo mesma, para quê ter um grande espaço, e já que fez essa escolha, por que não o usa?! Sujar e limpar faz parte do uso, e mesmo sem uso as coisas ficam sujas, estragam e envelhecem, então porque não usá-las, já que a temos?! A grama do jardim dela era artificial para também não dar trabalho&#8230; Não concordo, precisamos sentir a natureza, ver a planta crescer, regá-la, sentir a sola do pé na terra, o calor do sol, etc., será que é suficiente apreciá-la de fora como um cartão postal?! Essa brasileira passava a maioria do tempo trabalhando em uma máquina de costura industrial, para confeccionar roupas para esporte e no momento de lazer assistia filmes em vídeo, geralmente comédias românticas. Perguntei a ela o que fazia quando ficava triste e solitária. Seus olhos tiveram algum brilho nesse momento. Ela disse que ia para o shopping e comprava uma porção de coisas que muitas vezes não iria fazer uso delas&#8230;</p>
<p>Agradeço a Deus a oportunidade de conhecê-la, ela me ajudou a perceber o que é importante para mim e o que é supérfluo.  Acho que uma boa saída para não se deixar poluir pela onda materialista que invade todos os cantos do planeta seria praticar, exercitar essa troca afetiva diária com sua melhor intenção até que aos poucos passe a ser um modo natural de viver. E sei por experiência própria que nada do mundo externo pode substituir o calor interno que flui e aquece a todos indiscriminadamente.</p>
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		<title>Uma Vida Digna</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente, conversando com uma pessoa amiga sobre a importância de uma vida digna, pensamos sobre o propósito do médico, da medicina em geral. Começamos a refletir sobre até onde o trabalho dele em salvar uma vida pode se restringir em &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/uma-vida-digna/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Recentemente, conversando com uma pessoa amiga sobre a importância de uma vida digna, pensamos sobre o propósito do médico, da medicina em geral. Começamos a refletir sobre até onde o trabalho dele em salvar uma vida pode se restringir em manter um coração e uma respiração funcionando, mesmo que seja com a impossibilidade desse paciente de recuperação. Será que vale a pena o sacrifício?&#8230; Tirar a liberdade de alguém de fazer suas próprias escolhas, limitar suas funções básicas, como a capacidade de ir e vir, de expressar pensamentos, sentimentos, de comer o que gosta, não apenas porque faz bem, de sentir prazer, de tomar as suas decisões, sejam elas adequadas ou não para os outros. Será que alguém consegue ser feliz perdendo o sentido de utilidade, tornar dependente em todos os sentidos, carente de afeto, do toque, do abraço, da brisa suave no rosto, o calor do sol das manhãs, do cheiro da chuva, da maresia, ou outra forma de estímulo à esperança, conforto nos momentos de dor, da integração com a natureza, com o próximo e com a força do Universo.  Acredito que viver com qualidade é ter uma vida digna e não devemos abrir mão dela.</p>
<p>A ciência coloca no mercado medicamentos cada vez mais aperfeiçoados para prolongar a existência, mas embora eles tragam mais eficiência no combate a determinado mal, existe também o outro lado, aquelas contra-indicações em letras bem pequenas que estão nas bulas dos remédios, mas a maioria não lê.  Acho bom a gente ter ciência dos riscos e analisar as perdas e os ganhos com isso.</p>
<p>Nosso corpo cada vez mais pode ficar contaminado, dependente dessa ajuda química e talvez perca sua inteligência intrínseca, sua capacidade holística de reagir, de combater, de colocar suas defesas para funcionar. Pode chegar um momento que fica difícil fazer o caminho de volta, ao que era antes.<br />
Com a dependência cresce o medo e esse se estabelece, diminuindo cada vez mais a capacidade de se autoperceber, autogerenciar.  A sabedoria infinita não é ouvida e ela por sua vez se cansa de brigar pelo reestabelecimento do equilíbrio interno.</p>
<p>E através do desequilíbrio, o sistema imunológico perde terreno para as doenças que se renovam de tempos em tempos, dependendo em grande parte do estado psicofísico, do ambiente em que se vive, o critério alimentar entre outros fatores. Tudo isso junto pode nos tirar do eixo, do centro de nós mesmos e impedir de perceber quem somos, nossa real natureza, nossa essência divina&#8230;</p>
<p>Na minha opinião refletir sobre o assunto é um direito nosso, mas fazer julgamentos não, porque cada caso é um caso específico.  Quando busco respostas para minhas indagações não viso condenar ou criticar o trabalho da medicina científica tradicional, nem entrar em conflito com a linha de conduta do médico ou de sua classe de profissionais. Apenas crio coragem para olhar de outro ângulo uma mesma situação. O medo de mudar padrões, estilos de vida, nos prende, nos paralisa e evita o questionamento, o pensar mais profundo do que realmente nos faz mal ou bem.</p>
<p>A prática da meditação é um instrumento poderoso para sentirmos seguros e tranqüilos em relação às incertezas que fazem parte da nossa caminhada. Podemos usar a ciência a nosso favor, como um recurso importante para o nosso bem estar, sem descartar nossa força interna, as virtudes de um “guerreiro de luz”.  Mahatma Gandhi lutou pela independência da Índia não pela forma convencional, aplicou a não-resistência, a não-violência (<em>ahimsa</em>) e a verdade (<em>satya</em>). Dalai Lama resiste pela liberdade do Tibete até hoje, usando como arma a compaixão, no empenho da construção de uma humanidade tolerante e compassiva. Como eles, existem muitos anônimos em toda a parte que buscam a atitude dos guerreiros, resistem às invasões externas que chegam por todos os lados. Elas desestabilizam qualquer organismo, desorganiza a criação.</p>
<p>Penso que quanto mais aprendemos a exercitar o olhar para dentro de nós, lidar com nossas questões íntimas, ganhamos espaço, ampliamos nosso ângulo de visão e podemos escolher melhor, com mais consciência,  passamos a não economizar sonhos e desejos e temos mais chance de vivenciar a felicidade plena.</p>
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