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	<title>O Atma Yoga &#187; Artigos</title>
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	<description>Revista de Yoga O Atma</description>
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		<title>Yoga e Fé</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 20:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Testemunho de um pregador católico, por Padre Zezinho Muitas pessoas me perguntam se um cristão pode praticar Yoga, a qual inadvertidamente identificam como uma religião ou uma filosofia estranha. Não falta, inclusive, quem considere o yoga um caminho que, segundo &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/yoga-e-fe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Testemunho de um pregador católico, por Padre Zezinho</p>
<p>Muitas pessoas me perguntam se um cristão pode praticar Yoga, a qual inadvertidamente identificam como uma religião ou uma filosofia estranha. Não falta, inclusive, quem considere o yoga um caminho que, segundo elas, pode afastar alguém da fé.</p>
<p>Deixarei aqui registrado meu depoimento como padre católico. Aprendi como o Yoga durante o período em que precisei, de maneira especial, dessa disciplina para superar extrema tensão e cansaço. As leituras dos livros do prof. Hermógenes, a quem mais tarde conheci pessoalmente e a quem muito prezo, foram, sem sombra de dúvida, um caminho que até hoje me devolvem o controle de mim mesmo em situações difíceis. Junto à Bíblia, tornou-se meu jeito de trabalhar sem permitir que as tensões se somatizem.</p>
<p>Em nenhum momento ninguém, nem livro algum me influenciou negativamente ou desviou minha fé em Jesus e na minha igreja. Só cresci com essa disciplina. Hoje, quando me perguntam sobre o Yoga, respondo que é um conceito de vida rico em sabedoria, não importa de onde ou de quem tenha vindo, porque sei que nele está o dedo de Deus.</p>
<p>O verdadeiro mestre do Yoga é como o verdadeiro pregador do cristianismo. Oferece um caminho e respeita os passos e a direção de quem o ouve. Se alguma vez o Yoga influenciou algum cristão, imagino que não tenha sido para o erro. A pessoa provavelmente já devia estar confusa. Yoga e cristianismo são duas disciplinas que só me fizeram bem. Continuo pregador sereno e tudo o que li e aprendi jamais me levou ao conflito. </p>
<p>Fiz minhas escolhas como Paulo, que soube aprender e até elogiar outras culturas. Cristãos serenos aprendem com a serenidade dos outros. Os menos serenos procuram com lente de aumento os defeitos dos outros e fazem de tudo para não aprender. Gostam muito de ensinar, mas negam-se a aprender. E isso não deixa de ser um tipo de fanatismo. Nunca tive dificuldade em assimilar o que é bom em todas as filosofias e práticas de outros povos. Nunca foi necessário fazer concessão à minha fé em Jesus.</p>
<p>Quando alguns católicos me perguntam se podem praticar Yoga, eu lhes indago se alguma vez já jogaram futebol ou fizeram ginástica. Respondem que sim. “Assimilaram os outros esportes como futebol, vôlei&#8230; e não deixaram de ser cristãos.”</p>
<p>Lembro que o Yoga tem conceitos vindos de outras culturas, mas estes podem ser tranqüilamente adaptados ao nosso modo cristão de ver a vida. O cristianismo tem muito a ensinar, mas tem muito a aprender também com outras culturas. Ser evangelizado subentende isso: saber elogiar as flores de outros e até plantá-las no próprio jardim.</p>
<p>O Yoga é uma dessas riquezas que fazem bem, quando a cabeça é boa e o coração sereno. O mundo está cheio de gente sábia.</p>
<p>O professor Hermógenes e seus amigos sabem o quanto eu respeito sua sabedoria. O mundo teria mais saúde física e mental se os ouvisse. Que Deus os ilumine!</p>
<p>Fonte: Depoimento ao IX Congresso Brasileiro de Yoga, setembro de 1998, organizado pela ABPY</p>
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		<title>As vantagens do desapego</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Elizabeth Correia W.]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei de moto pela rua do Catete e meu olhar fixou-se num cartaz próximo a uma parada de ônibus. Nele reparei um anúncio de uma peça de teatro em cartaz na cidade com o título: “Eu não sou feliz, mas &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/as-vantagens-do-desapego/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Passei de moto pela rua do Catete e meu olhar fixou-se num cartaz próximo a uma parada de ônibus. Nele reparei um anúncio de uma peça de teatro em cartaz na cidade com o título:<br />
“Eu não sou feliz, mas tenho marido”. Pesquisei depois sobre a origem do texto, escrito pela jornalista argentina Viviana Thorpe, estrelado por Zezé Polessa. Ainda não assisti ao espetáculo, mas parei para pensar sobre a frase que me chamou a atenção. Vivemos numa sociedade em  que se valoriza o ter.<br />
Quanto mais possuímos, mais somos considerados. Imóveis, vestuários, automóveis e outros veículos, computadores, celulares, máquinas digitais tornam pré-requisito para uma boa imagem perante o grupo, a sensação de sucesso, de realização, de ser aceito, amado. Mas, não só bens materiais parecem ganhar importância para nossa aceitação social, inclui também, possuirmos namorado, marido ou esposa, filhos, muitos amigos, de preferência conhecidos, personalidades então conta muito, até animais de estimação, desde que sejam de raça e com pedigree.</p>
<p>Como se a aquisição de algo ou alguém seja mais valioso do que a própria felicidade e bem estar interno. Qual o peso que damos para nossos sentimentos, nosso modo de ser, nossa real natureza? Quando deixamos de nos ouvir, as doenças aparecem no corpo, na mente e na alma. O preço por reprimir quem somos e viver de aparências é muito alto.</p>
<p>Não vejo nenhum mal em ter tudo que foi mencionado acima, mas o que acho danoso é viver a ilusão que precisamos possuir alguma coisa ou alguém para ser feliz plenamente. Por isso, digo com convicção: não acreditem nas propagandas, nos filmes, nas novelas, nos outros, escute sua voz de dentro.</p>
<p>A ironia da frase da peça nos informa que esquecemos de nós, abandonamos o ser em prol de algo que pensamos que podemos reter. Puro engano. Repare a vida, observe que nada dura eternamente.</p>
<p>Existem ciclos, altos e baixos como as estações do ano que acontecem independente de nossa vontade. Os momentos de dor, os momentos de alegrias passam. Portanto, vamos estar presentes neles.</p>
<p>Uma expressão da sabedoria hindú diz que “tudo passa” e quando paramos para compreender a extensão dessa simples frase, relaxamos, porque ela nos traz conforto para o coração e alívio para nossa ansiedade. Mas ao contrário, quando tentamos reter, segurar as coisas ou as pessoas, pensamos que podemos trazer junto com elas a felicidade, nos prendemos e ao ficarmos presos seja pelo prazer, conforto, a acomodação, aos medos dos riscos, os desafios da vida, deixamos de ser livres, leves, felizes e sofremos &#8230;</p>
<p>Acho que existem duas opções: podemos escolher lamentar as coisas que não são como gostaríamos que fossem e ficar eternamente insatisfeitos, buscando nos relacionamentos e nos objetos uma felicidade que eles não podem nos dar ou então buscarmos alternativas para viver em harmonia conosco e com todos. Vamos fazer as pazes com a vida e perceber dentro de nós a felicidade duradoura e plena.</p>
<p>O desapego é uma boa solução para isso, embora não seja nada fácil. Precisamos usar nossa força interna para libertar de todas as amarras, sejam elas sedutoras, aceitas socialmente, repressoras, etc. O exercício da meditação, as orações, o serviço desinteressado formam bons instrumentos para isso. E quando nos sentirmos inteiros, plenos, felizes sem nenhuma razão aparente, o amor que existe em nós passará a fluir com mais intensidade e invadirá toda a nossa existência, circulando por tudo e todos que encontrarmos.</p>
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		<title>Os Presentes e Seus Valores</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Elizabeth Correia W.]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando alguém faz aniversário, na época de Natal, na Páscoa e em outras datas festivas faz parte do costume da nossa sociedade dar um presente, presentear alguém pela ocasião. Parei para pensar nesse gesto de manifestação de carinho, amor, de &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/os-presentes-e-seus-valores/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Quando alguém faz aniversário, na época de Natal, na Páscoa e em outras datas festivas faz parte do costume da nossa sociedade dar um presente, presentear alguém pela ocasião. Parei para pensar nesse gesto de manifestação de carinho, amor, de doação de algo para alguém. Escolher algo para dar é uma tarefa pessoal que mostra quem realmente somos.  Vou explicar melhor. Eu faço parte de um conjunto de valores que fui adquirindo e que também fazem parte de minha natureza, ou seja, que são inatos, nasceram comigo. E esse somatório de idéias, histórias de vida, gostos, aversões, cultura, educação e sentimentos em constante transforma-ção ajudam a resolver o que presentear a alguém.<br />
E cada vez que eu dou algo a alguém estabelece-se uma relação de troca, mesmo que aparentemente ou formalmente ela não fique clara e não seja essa a intenção. Por exemplo, se eu dou uma flor a uma pessoa ou um beijo, a satisfação pelo ato vem imediatamente, mesmo que não receba nada material, concreto por isso. E esse relacionamento se realiza de forma natural, espontânea. Mas, com isso não quer dizer que toda troca seja prazerosa, às vezes, não. Se alguém faz a doação por obrigação, por automatização, por educação, ou outro motivo que não vem de dentro, mas que está na periferia, fora de você, a resposta que chega torna tão superficial quanto o gesto inicial e ninguém gosta da sensação de vazio, de faltar algo para completar, e ironicamente sentimos carente ao fazer essa falsa doação. Outro aspecto que percebo na nossa sociedade é o peso que se dá ao valor material do presente. Isso cria uma mentalidade que o grau de amor que sentimos por alguém está diretamente relacionado a quanto mais caro for o objeto de nossa doação. Será?!  Não preciso comprar algo dispendioso para demonstrar nosso afeto, não caia nessa armadilha, amigo. Não substitua sua melhor forma de amar, contato direto com o próximo, um abraço de coração, um beijo com ternura, uma ajuda no momento que se faz necessário, por objetos, eles têm sua utilidade, mas não são essenciais. Se for doar 1kg de alimento não perecível entregue junto com esse sua melhor energia, essa será a grande diferença entre os vários sacos de arroz, feijão, os pacotes de macarrão, etc. Conheço uma família com uma condição financeira privilegiada que depois que começou a praticar yoga e meditar mudou os tipos de presentes que costumava dar, em vez de artigos de grifes e importados, passou a presentear as pessoas com objetos feitos por elas mesmas. Houve uma mudança de valores e uma nova forma de perceber as coisas. Essa família ao invés de economizar sentimentos, tempo e energia em prol do próximo, deixou que a generosidade que habita em todos nós se expandisse cada vez mais.</p>
<p>Eles passaram a oferecer um pouco mais deles e sentem-se mais felizes por isso. Mas, não é fácil não se deixar influenciar e seduzir pelos apelos consumistas que está em toda a parte. Conheci uma brasileira que vivia sozinha em Orlando, E.U.A, longe da família, amigos, e tinha dificuldade de criar novas amizades. Tinha comprado uma casa grande com 3 quartos espaçosos. Fiquei curiosa em saber por que trancava a metade da casa. Ela disse que não usava aquela parte e não queria sujar a área&#8230;<br />
Pensei comigo mesma, para quê ter um grande espaço, e já que fez essa escolha, por que não o usa?! Sujar e limpar faz parte do uso, e mesmo sem uso as coisas ficam sujas, estragam e envelhecem, então porque não usá-las, já que a temos?! A grama do jardim dela era artificial para também não dar trabalho&#8230; Não concordo, precisamos sentir a natureza, ver a planta crescer, regá-la, sentir a sola do pé na terra, o calor do sol, etc., será que é suficiente apreciá-la de fora como um cartão postal?! Essa brasileira passava a maioria do tempo trabalhando em uma máquina de costura industrial, para confeccionar roupas para esporte e no momento de lazer assistia filmes em vídeo, geralmente comédias românticas. Perguntei a ela o que fazia quando ficava triste e solitária. Seus olhos tiveram algum brilho nesse momento. Ela disse que ia para o shopping e comprava uma porção de coisas que muitas vezes não iria fazer uso delas&#8230;</p>
<p>Agradeço a Deus a oportunidade de conhecê-la, ela me ajudou a perceber o que é importante para mim e o que é supérfluo.  Acho que uma boa saída para não se deixar poluir pela onda materialista que invade todos os cantos do planeta seria praticar, exercitar essa troca afetiva diária com sua melhor intenção até que aos poucos passe a ser um modo natural de viver. E sei por experiência própria que nada do mundo externo pode substituir o calor interno que flui e aquece a todos indiscriminadamente.</p>
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		<title>Uma Vida Digna</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Elizabeth Correia W.]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, conversando com uma pessoa amiga sobre a importância de uma vida digna, pensamos sobre o propósito do médico, da medicina em geral. Começamos a refletir sobre até onde o trabalho dele em salvar uma vida pode se restringir em &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/uma-vida-digna/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-30" style="float: left;" title="Elizabeth Correia W." src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/foto-elisabeth-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Recentemente, conversando com uma pessoa amiga sobre a importância de uma vida digna, pensamos sobre o propósito do médico, da medicina em geral. Começamos a refletir sobre até onde o trabalho dele em salvar uma vida pode se restringir em manter um coração e uma respiração funcionando, mesmo que seja com a impossibilidade desse paciente de recuperação. Será que vale a pena o sacrifício?&#8230; Tirar a liberdade de alguém de fazer suas próprias escolhas, limitar suas funções básicas, como a capacidade de ir e vir, de expressar pensamentos, sentimentos, de comer o que gosta, não apenas porque faz bem, de sentir prazer, de tomar as suas decisões, sejam elas adequadas ou não para os outros. Será que alguém consegue ser feliz perdendo o sentido de utilidade, tornar dependente em todos os sentidos, carente de afeto, do toque, do abraço, da brisa suave no rosto, o calor do sol das manhãs, do cheiro da chuva, da maresia, ou outra forma de estímulo à esperança, conforto nos momentos de dor, da integração com a natureza, com o próximo e com a força do Universo.  Acredito que viver com qualidade é ter uma vida digna e não devemos abrir mão dela.</p>
<p>A ciência coloca no mercado medicamentos cada vez mais aperfeiçoados para prolongar a existência, mas embora eles tragam mais eficiência no combate a determinado mal, existe também o outro lado, aquelas contra-indicações em letras bem pequenas que estão nas bulas dos remédios, mas a maioria não lê.  Acho bom a gente ter ciência dos riscos e analisar as perdas e os ganhos com isso.</p>
<p>Nosso corpo cada vez mais pode ficar contaminado, dependente dessa ajuda química e talvez perca sua inteligência intrínseca, sua capacidade holística de reagir, de combater, de colocar suas defesas para funcionar. Pode chegar um momento que fica difícil fazer o caminho de volta, ao que era antes.<br />
Com a dependência cresce o medo e esse se estabelece, diminuindo cada vez mais a capacidade de se autoperceber, autogerenciar.  A sabedoria infinita não é ouvida e ela por sua vez se cansa de brigar pelo reestabelecimento do equilíbrio interno.</p>
<p>E através do desequilíbrio, o sistema imunológico perde terreno para as doenças que se renovam de tempos em tempos, dependendo em grande parte do estado psicofísico, do ambiente em que se vive, o critério alimentar entre outros fatores. Tudo isso junto pode nos tirar do eixo, do centro de nós mesmos e impedir de perceber quem somos, nossa real natureza, nossa essência divina&#8230;</p>
<p>Na minha opinião refletir sobre o assunto é um direito nosso, mas fazer julgamentos não, porque cada caso é um caso específico.  Quando busco respostas para minhas indagações não viso condenar ou criticar o trabalho da medicina científica tradicional, nem entrar em conflito com a linha de conduta do médico ou de sua classe de profissionais. Apenas crio coragem para olhar de outro ângulo uma mesma situação. O medo de mudar padrões, estilos de vida, nos prende, nos paralisa e evita o questionamento, o pensar mais profundo do que realmente nos faz mal ou bem.</p>
<p>A prática da meditação é um instrumento poderoso para sentirmos seguros e tranqüilos em relação às incertezas que fazem parte da nossa caminhada. Podemos usar a ciência a nosso favor, como um recurso importante para o nosso bem estar, sem descartar nossa força interna, as virtudes de um “guerreiro de luz”.  Mahatma Gandhi lutou pela independência da Índia não pela forma convencional, aplicou a não-resistência, a não-violência (<em>ahimsa</em>) e a verdade (<em>satya</em>). Dalai Lama resiste pela liberdade do Tibete até hoje, usando como arma a compaixão, no empenho da construção de uma humanidade tolerante e compassiva. Como eles, existem muitos anônimos em toda a parte que buscam a atitude dos guerreiros, resistem às invasões externas que chegam por todos os lados. Elas desestabilizam qualquer organismo, desorganiza a criação.</p>
<p>Penso que quanto mais aprendemos a exercitar o olhar para dentro de nós, lidar com nossas questões íntimas, ganhamos espaço, ampliamos nosso ângulo de visão e podemos escolher melhor, com mais consciência,  passamos a não economizar sonhos e desejos e temos mais chance de vivenciar a felicidade plena.</p>
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		<title>Hatha Yoga &#8211; Como funciona e para que serve</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Marcos Rojo]]></category>

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		<description><![CDATA[Este sistema que ficou conhecido no ocidente como o yoga do corpo, seria melhor entendido como o yoga através do corpo. Esta foi a grande idéia dos antigos sábios que perceberam o corpo como um instrumento para experiências e treinamento &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/hatha-yoga-como-funciona-e-para-que-serve/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/marcos-rojo.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-34" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;" title="Marcos Rojo" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/marcos-rojo-114x150.jpg" alt="" width="114" height="150" /></a>Este sistema que ficou conhecido no ocidente como o yoga do corpo, seria melhor entendido como o yoga através do corpo.</p>
<p>Esta foi a grande idéia dos antigos sábios que perceberam o corpo como um instrumento para experiências e treinamento de atitudes. Reconhecendo a estreita relação entre mente, corpo e espírito, o que o Hatha Yoga propõe é começar o caminho espiritual pelo mais fácil, a nossa manifestação mais grosseira, ou seja, o corpo. Sabiamente os exercícios “físicos” de yoga (asanas) encontram na nossa língua a palavra postura como melhor tradução.</p>
<p>Os padrões posturais têm relação direta com emoções, qualquer um pode reconhecer o estado deprimido de um amigo pela postura assumida, ou o estado tenso de alguém pela rigidez dos músculos. As emoções interferem direta e rapidamente no corpo, pessoas morrem na copa do mundo de futebol porque o time perde e também porque o time ganha.</p>
<p>O caminho inverso é o caminho do Hatha Yoga, fazer do corpo uma possibilidade de nos tornarmos amigos de nós mesmos, desenvolvendo um diálogo interno, um diálogo carinhoso na busca do autoconhecimento.</p>
<p>Se a interferência da mente no corpo é rápida e imediata, é preciso lembrar que a interferência do corpo na mente, não acontece na mesma escala. O corpo não poderia expor a mente à modificações constantes do nosso estado emocional. Seria péssimo para nossa saúde se cada vez que tivéssemos que mudar de postura para uma ação, isto interferisse em nossas emoções.</p>
<p>O que demonstra a necessidade da prática constante e regular.Assim, Hatha Yoga não é “o que se faz” é o “como se faz”. Não é a amplitude, mas, a atitude no momento do exercício que interessa.<br />
A diferença entre deitar e relaxar, é yoga. A diferença entre ficar sentado ereto e meditar, é yoga. Sem a atitude adequada, sem a busca da estabilidade e conforto durante a prática, poderíamos reduzir todo o sistema a uma espécie de ginástica lenta. O problema começa quando o yoga chega ao ocidente e não consegue ser compreendido por uma cultura diferente daquela de onde veio.<br />
Na nossa cultura, quando se trabalha com o corpo, a estética está em primeiro lugar.<br />
O que leva a maioria das pessoas às academias é a vaidade.</p>
<p>Alguns praticantes desavisados acabam utilizando este sofisticado método, para tirar gordurinhas e celulites. Sem dúvida, é uma subutilização da técnica, fico imaginando os antigos “Gurus” preocupados com a estética ou com os produtos das grifes internacionais para a sua prática. Porém, todos são bem vindos ao yoga.</p>
<p>Seja qual for o motivo que atrai o praticante, cabe ao professor mostrar o mais rapidamente possível que o real objetivo desta disciplina é a busca de um estado mental adequado para que nós encontremos a nossa verdadeira natureza.</p>
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		<title>Evolução I</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Professor Hermógenes]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia, não sei que milênio, morri pedra e nasci grama. Muito tempo passou e morri vegetal e nasci bicho. Vivi num paraíso. Sem pecados. Sem pecados. Sem deveres. Sem cuidados. Sem quereres. Sem afazeres. Sem ânsia nem conflitos. Sem &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/evolucao-i/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/profhermogenes.jpg"><img class="alignright alignnone size-thumbnail wp-image-35" style="float: right;" title="Professor Hermógenes" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/profhermogenes-105x150.jpg" alt="" width="105" height="150" /></a>Um dia, não sei que milênio, morri pedra e nasci grama.</p>
<p>Muito tempo passou e morri vegetal e nasci bicho.</p>
<p>Vivi num paraíso. Sem pecados. Sem pecados.</p>
<p>Sem deveres. Sem cuidados. Sem quereres.</p>
<p>Sem afazeres. Sem ânsia nem conflitos. Sem meta.</p>
<p>Sem responder por mim.</p>
<p>Morri bicho e nasci homem.</p>
<p>Nasci para a luz. Nela e com ela pude ver-me um ego e esperanças, desejos e rejeições, prazeres e pesares, vaidades e abatimentos, fracassos e glorificações, críticas e louvores, dons e carências, danos e lucros, alegrias e tristezas&#8230;</p>
<p>Perdi o paraíso.</p>
<p>É assim que ainda hoje sou um eu responsável e limitado, e tendo medo e vergonha de minha nudez.</p>
<p>Agora, é preciso que o eu, tal como a pedra, a planta e o bicho, venho a morrer para que Cristo possa nascer, para nunca mais eu morrer, por jamais precisar renascer.</p>
<p>Morrendo o ego nasce o Cristo, a vida sem dor nem morte.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vida e Morte</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Horivaldo Gomes]]></category>

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		<description><![CDATA[Saber morrer para o passado é saber viver no presente. A morte é um processo da vida. Por enquanto ela é necessária, pois a natureza humana é rígida demais e limitada demais para servir ao Infinito e Eterno que habita &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/vida-e-morte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/horivaldo.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-33" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;" title="horivaldo" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/horivaldo-95x150.jpg" alt="" width="95" height="150" /></a>Saber morrer para o passado é saber viver no presente.</p>
<p>A morte é um processo da vida. Por enquanto ela é necessária, pois a natureza humana é rígida demais e limitada demais para servir ao Infinito e Eterno que habita em nós.</p>
<p>A irmã morte nos obriga a romper os lacres de apegos, desejos e limitações. Trata-se de uma mudança sábia e salutar para a alma, eterna e infinita, porém, dolorosa e cruel para o ego possessivo, limitador e aprisionador.</p>
<p>Os elefantes, na Índia, procuram o cemitério para largar a sua casca e os macacos, chegam a cavar a sua sepultura quando sabem que vão morrer. No reino humano egoístico, a morte só é bem vinda pelo ego dilacerado, frustrado e sofredor. Mas a pergunta fica para os suicidas: o que fazer com a vida eterna? Pois o término do corpo não significa jamais o fim da vida.</p>
<p>A ciência afirma que na natureza tudo se transforma. Afinal, morremos e nascemos a cada dia.<br />
Portanto, sorria para a vida e ela sorrirá para você&#8230; sorria para a morte e ela sorrirá para você&#8230;</p>
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		<title>Avidya</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Horivaldo Gomes]]></category>

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		<description><![CDATA[Avidya significa ignorância. É o princípio cósmico da ignorância. É a não percepção da unidade essencial e original. É a consciência relativa e múltipla. É a percepção das coisas separadas ou divididas, divorciadas da consciência unificadora ou da Realidade Única. &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/avidya/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/horivaldo.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-33" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Horivaldo Gomes" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/horivaldo-95x150.jpg" alt="" width="95" height="150" /></a><em>Avidya</em> significa ignorância. É o princípio cósmico da ignorância. É a não percepção da unidade essencial e original. É a consciência relativa e múltipla. É a percepção das coisas separadas ou divididas, divorciadas da consciência unificadora ou da Realidade Única. Ela tem como fruto o ego separativo da mente, vida e matéria, que fluem dela e são alimentados por ela e todas as coisas a mais que disto resulta. A consciência da multiplicidade e divisão é um jogo de auto-expansão velada da unidade. Mutável em seus meios, divisível em sua visão de si, habita em muitas formações de energia nos movimentos universais. Sem ela, a unidade seria um vazio de não existência ou uma limitação impotente e estéril ou simplesmente um estado cego de expressões de auto-absorção.Sabemos, portanto, que para o jogo universal da individualização, ela é um estágio necessário e natural, mas jamais <em>avidya</em> constitui o final do ciclo da evolução da Consciência. A ciência, a filosofia e o yoga são provas de tal afirmação.</p>
<p>O ponto de vista do ego separado que se identifica com a forma dividida e ação limitada, leva o homem a um estado constante de erro, ilusão e sofrimento. É isto que chamamos de <em>avidya</em>.<br />
Enquanto nos sentirmos separados de tudo e de todos, estaremos em <em>avidya</em>.</p>
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		<title>A História da Civilização da Índia</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prof. Glória Arieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao entrar em contato com o vasto conhecimento dos Vedas, nos deparamos constantemente com a tentativa de marcar datas para a história da cultura e da população indiana, entender sua origem genética e determinar a antiguidade e portanto, a originalidade &#8230; <a href="http://oatmayoga.com.br/a-historia-da-civilizacao-da-india/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/gloria-arieira.jpg"><img class="alignleft alignnone size-thumbnail wp-image-31" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Glória Arieira" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/gloria-arieira-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ao entrar em contato com o vasto conhecimento dos Vedas, nos deparamos constantemente com a tentativa de marcar datas para a história da cultura e da população indiana, entender sua origem genética e determinar a antiguidade e portanto, a originalidade do conteúdo dos Vedas.</p>
<p>Max Müller, na primeira metade do século XIX, e outros estudiosos europeus difundem a teoria da invasão ariana, povo originado da Europa e/ou Ásia Central que entra na Índia pelo noroeste do país. Essa teoria, que rouba o valor, a originalidade e a antiguidade dos Vedas, viria a ser aceita como verdadeira, mesmo por estudiosos indianos, até recentemente, muito após a independência da Índia em 1947.</p>
<p>Ela afirma que 1500 anos antes da era cristã, pastores nômades semi-bárbaros, vindos da Ásia Central ou Norte da Europa, cuja língua é indo-européia, chamados arianos, vieram para o continente indiano.<br />
Ao chegar ao vale do rio Indus encontraram uma civilização muito antiga cujos habitantes eram os dravidianos. Os arianos invasores atacaram e destruíram esta civilização. Este povo fugiu para o Sul da Índia. Foram estes arianos que compuseram os Vedas em sânscrito e desenvolveram a grande civilização ao redor do rio Ganges.</p>
<p>Esta teoria foi estabelecendo como verdadeira pela urgente necessidade dos britânicos de eliminar o valor pela cultura do país que queriam dominar e extrair todas as riquezas materiais que lá haviam.<br />
Tiveram que diminuir e até eliminar o valor da civilização védica e assim fizeram através de uma bem programada e sistemática campanha que menosprezou a cultura, a civilização e a sociedade védicas, incluindo suas origens, como podemos ver em filmes, livros e relatos históricos.</p>
<p>Apesar de muitos relatos de admiração e profunda apreciação, de gregos antigos a modernos europeus, pela Índia, por seu povo e civilização, durante a colonização britânica muito se falou sobre o “primitivismo do hinduísmo” em contraste com “a verdadeira religião cristã”.</p>
<p>Infelizmente, ao mesmo tempo, estudiosos autodidatas europeus adquiriram o conhecimento do sânscrito e não entendendo o que liam, contribuíram para denegrir a imagem da Índia e de sua rica e profunda cultura e conhecimento.</p>
<p>Max Müller, que nunca foi à Índia, escreve que a literatura antiga indiana não tem mais valor do que fábulas e canções e tradições de nações selvagens. Depois de tentar entender os Vedas em vão, declara: “o que pode ser mais tedioso do que o Veda? Seus hinos não fazem qualquer sentido!”<br />
Seus estudos e traduções dos Vedas não têm valor de autenticidade, porém até hoje são autoridades para o mundo ocidental!</p>
<p>Foram os europeus que criaram divisões na sociedade da Índia e incentivaram o conflito entre castas. Sabiam que dividindo o povo seria mais fácil governar e mesmo converter. Tal incentivo criou uma divisão entre o Sul, a dita raça dravidiana, e o Norte ariano, o que criou muitos conflitos inclusive preconceito contra o próprio Veda que seria ariano. Com essa confusão foi mais fácil converter o povo ao cristianismo.</p>
<p>Não se pode deixar de citar o inglês Thomas B. Macauly que afirmou que o hinduísmo derivou-se de “uma literatura reconhecida como de pouco valor intrínseco&#8230; com erros sérios em todos os assuntos importantes&#8230;. desprovido de razão, de moral&#8230; de superstições monstruosas.”</p>
<p>Se analisarmos arqueologicamente, temos como plataforma a civilização de Mohenjo-daro e Harappa no vale do rio Indus. Arqueólogos como o francês Jean-François Jarrige, dataram o estabelecimento desta civilização em 6000 A.C. Descrevem o desenvolvimento urbano encontrado como muito sofisticado e só conhecido na Europa 2000 anos mais tarde.</p>
<p>Não há qualquer evidência de guerra que possa ter aniquilado esta civilização, como a invasão de arianos. Há evidências de que o rio Sarasvati mudou seu curso várias vezes devido a inundações e o sítio sofreu com terremotos, além da seca que tomou conta da Ásia a oeste e ao sul.</p>
<p>Entre 2000-1900 A.C. o rio finalmente secou. Porém, é interessante saber que nesta área, o deserto do Rajastão, há água a 50 ou 60 metros abaixo do leito seco do rio. O Central Arid Zone Research Institute, Jodhpur, mapeou o rio Sarasvati com imagens de satélites e fotografias aéreas e pesquisas de campo.</p>
<p>Existem hoje outros argumentos contra o mito da invasão ariana. Estudiosos afirmam que não existe raça ariana e muito menos dravidiana. Considera-se raça em sentido geográfico ou agrupamentos de tipos humanos, como asiáticos, europeus e africanos. Arqueólogos biólogos tendo analisado os esqueletos dos sítios de Harappa e Mohenjo-daro afirmam não haver características biológicas específicas para a afirmação de um tipo diferente chamado ariano ou dravidiano.</p>
<p>Em 2006, numa Conferência na Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, estudiosos informam sobre pesquisas arqueológicas e astronômicas que concluem que a civilização indiana e sua população é indígena. Afirmam ainda que o povo original do subcontinente indiano e sua cultura seriam muito possivelmente a origem genética, lingüística e cultural da maior parte do mundo.</p>
<p>O Dr. V.K. Kashyap, do National Institute of Biologicals, Índia, afirma na mesma conferência que não há qualquer evidência genética de invasão de um povo indu-ariano na Índia.</p>
<p>Quanto à língua sânscrita ter se originado numa língua chamada Indo-européia, não há evidência da existência desta língua tão pouco de um lugar onde determinado povo que falasse tal língua estivesse estabelecido. Aliás, o estudioso Koenraad Elst defende a idéia de que é da Índia que originaram tantas outras línguas por volta de 6000 A.C. Além disso as línguas chamadas dravidianas, Tamil, Telugu e Mallayalam, têm forte conexões com o sânscrito, e estão mais ligadas a ele do que outras línguas chamadas indo-européias, como o eslavo, o báltico, itálico, germano, celta e línguas derivadas dessas.</p>
<p>Encontramos nos Vedas cálculos matemáticos precisos como de solstícios e equinócios por volta de 8500 A.C., o que faz com que a data do Veda seja anterior. Le Gentil, astrônomo francês que viveu muitos anos na Índia, reconhece que o fabuloso conhecimento indiano não existia em nenhum outro lugar, nem na China, nem no Egito antigo. Hoje é sabido que são da Índia a invenção do sistema decimal, dos números chamados arábicos e o conceito do zero.</p>
<p>Os sábios antigos do Rig Veda sabiam que a distância entre o Sol e a Terra é por volta de 108 vezes o diâmetro do Sol; conheciam o período dos 5 planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) e já haviam determinado o ano solar em 365 e 366 dias, milhares de anos antes desse conhecimento aparecer no Egito, na Babilônia ou na Grécia.</p>
<p>Podemos concluir que a teoria de que a civilização indiana tem origem fora da Índia é falsa. Interesses políticos e econômicos levaram à criação de tal doutrina apresentada como certa e indiscutível, e que só se sustentou enquanto não foi questionada e analisada.</p>
<p>A Índia é o berço da mais antiga tradição que se tem conhecimento, e o que é mais incrível,  esta tradição em todo seu esplendor está viva até hoje e faz referência a todas as áreas do saber humano.<br />
Esta tradição tem sido mantida por mais de 6000 anos através de uma complexa e rica tradição oral, de uma geração a outra, até os nossos dias. Por isso, é adequado o termo “Bharata M€t€”, mãe Índia, pois sua cultura e língua são anteriores a de todas as outras civilizações que se têm conhecimento hoje.</p>
<p>O conhecimento da Índia é imenso, profundo e envolve todas as áreas da vida humana. O fato de que tem sido preservado até hoje denuncia uma riqueza intrínseca a ele e eterna atualidade, pois sabemos que o ser humano não gasta seu tempo protegendo o que não lhe é útil. Através do tempo e em todo o continente indiano há uma mesma cultura que carrega um grande tesouro que é ao mesmo tempo secreto, pois só se revela àqueles que a procuram e reverenciam.</p>
<p>A cultura védica não é um somatório de partes, sejam elas geograficamente distantes, ou aparentemente diferente nas várias formas religiosas, artístico-culturais, lingüística, relacionada à alimentação ou vestiário. Todas essas expressões são derivadas de um único Veda que revela uma verdade única que é sua alma transcendental, apesar da relativa diferença nas formas.<br />
O espírito védico continua vivo e continuará apesar das mudanças que o mundo moderno pode produzir na expressão de sua forma, pois ele existe além da forma.</p>
<p>O antigo espírito védico, o Sanatana Dharma, está vivo no coração dos milhões que ainda hoje se dedicam a mergulhar em sua riqueza e desvelar seus segredos. Mais do que demarcar datas e local para a tradição védica seremos abençoados ao mergulharmos em sua tradição oral viva e vislumbrarmos sua riqueza ilimitada, a afirmação desvelada de que a verdade única, absoluta e imortal, é a natureza essencial do ser humano e de todo o universo.</p>
<p>Fonte: Informação bibliográfica</p>
<ul>
<li>The Invasion that never was  Michel Danino e Sujata Nahar, François Gautier  &#8211; <a href="http://www.francoisgautier.com">www.francoisgautier.com</a></li>
<li>Scientists Collide with Linguists to Assert Indigenous origin to Indian Civilization  &#8211; <a href="http://www.umassd.edu/indic">www.umassd.edu/indic</a></li>
<li><a href="http://www.vidyamandir.org.br">www.vidyamandir.org.br</a></li>
</ul>
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		<title>Evolução II</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 19:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanderlei Wessler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Professor Hermógenes]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi vida morta - pedra. Foi vida sono - planta. Foi vida viva. - bicho. Foi vida razão - homem. É plenivida - IMORTALIDADE.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/profhermogenes.jpg"><img class="alignright alignnone size-thumbnail wp-image-35" style="float: right;" title="Professor Hermógenes" src="http://oatmayoga.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2008/06/profhermogenes-105x150.jpg" alt="" width="105" height="150" /></a>Foi vida morta<br />
- pedra.<br />
Foi vida sono<br />
- planta.<br />
Foi vida viva.<br />
- bicho.<br />
Foi vida razão<br />
- homem.<br />
É plenivida<br />
- IMORTALIDADE.</p>
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