Na época da Páscoa fica difícil resistir às tentações de comer chocolate. Os mais deliciosos e variados sabores consumidos sem consciência e de forma abusiva podem comprometer a nossa saúde.
Mas, não precisamos rejeitá-los e sim usá-los a nosso favor com bom senso. Como por exemplo, para quem faz uso de atividades físicas ou um trabalho diário que traz exaustão, um pedaço pequeno de chocolate ajuda, pelo alto valor energético, por conter uma quantidade grande de calorias. Sabendo disso, durante a 2ª Guerra Mundial os soldados americanos usaram o chocolate como suprimento alimentar. Mas os sedentários, aqueles que não queimam muita gordura e aqueles que pela natureza do funcionamento corporal têm facilidade na produção do colesterol ruim (LDL), que aumenta o risco de desenvolver placas nas artérias coronárias, os vasos que irrigam o coração não devem abusar no consumo de chocolate.
Em geral, quanto mais calórico é o alimento, maior será o ganho de peso. A quantidade diária recomendável varia de pessoa para pessoa, dependendo do sexo, da necessidade calórica do organismo e da atividade física praticada. Em média, um pedaço de 30g.
Os chocólatras, aqueles que têm dificuldade de conter a dosagem, não devem sentir culpa por isso, mas buscar o equilíbrio interno. Existem as vantagens do consumo do chocolate. Esse alimento é um excelente estimulante que aumenta o nível de serotonina, um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre as células do cérebro, que dá prazer e bom humor. Isso quer dizer que deixa a pessoa mais animada e feliz. Falsas idéias em relação ao chocolate têm nas duas últimas décadas sido esclarecidas pela medicina e nutrição. Por exemplo, nos casos de acne. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos) demonstrou que o consumo de chocolate não estava relacionado ao desenvolvimento ou agravamento da acne.
Em relação à cárie é sabido que todos os alimentos que contêm carboidratos fermentáveis podem contribuir para formação de cáries, mas o papel do chocolate nesta doença têm sido sobre-valorizado. Pesquisas no Forsyth Dental Center, em Boston, e na Escola de Odontologia da Universidade da Pensilvânia, mostraram que o chocolate é capaz de anular o potencial acidificante do seu açúcar.
Ele também reduz a desmineralização – um processo diretamente relacionado ao surgimento de cáries. Pesquisas no Eastman Dental Centerin, em Rochester (estado de Nova Iorque) mostraram que o chocolate é rico em proteínas, cálcio, fosfatos e outros minerais, todos eles sabidamente protetores do esmalte dentário. Por tanto, o chocolate não é o grande vilão da cárie, mas o açúcar contido no chocolate pode causar cavidades nos dentes, como qualquer açúcar contido nos demais alimentos.
O mais importante é uma boa higiene bucal para evitar esse e outros males dentários.
Outra questão seria o aumento do peso pela gordura presente no chocolate. Pesquisadores mostraram que esta gordura, desde que não seja consumida de forma excessiva, não aumenta os níveis sanguíneos de colesterol, principalmente devido ao alto conteúdo de ácido esteárico. Em pesquisas recentes na Universidade da Califórnia mostraram que o chocolate apresenta níveis elevados de produtos químicos conhecidos como flavonóides e fenólicos que impedem o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sangüíneos e, portanto, se consumido com bom senso, seria um aliado na prevenção de doenças cardiovasculares A semelhança como as doses moderadas de vinho tinto (um cálice por dia) que exercem efeitos benéficos sobre o coração, com os mesmos compostos que estão presente no chocolate. Estudos comprovam também a existência de uma considerável e proporcional quantidade de vitamina E, poderoso antioxidante, que evita a formação de placas de gordura nas artérias e que combate o colesterol ruim. Dezoito estudos científicos já mostraram que comer chocolate não eleva o nível do colesterol sangüíneo, isto porque a sua gordura denominada ácido esteárico não é tão nociva como as outras, explicam os pesquisadores. Mas, não esqueçam como no caso do vinho tinto, que ingerido em quantidades moderadas controla o colesterol sangüíneo, no caso do chocolate também é importante não exagerar na dose. Uma única barra de chocolate de 100 gramas contém 520 calorias, o equivalente ao que é fornecido por um sanduíche ou um bife à milanesa. Como se vê, o chocolate é bastante energético, e se essa energia não for utilizada, será armazenada como gordura e a longo prazo, trará conseqüências sérias para o coração, fazendo com que ocorra exatamente o oposto do que as pesquisas pregoam. Assim sendo, pessoas obesas ou com nível de colesterol alto, não devem comer mais que um tablete pequeno por dia, ou seja, 30 a 50 gramas, advertem as pesquisas. Uma outra opção seria procurar um chocolate que tenha valor reduzido ou mesmo livre de colesterol, como o alimento associado à soja.
Faça suas escolhas sem culpa e com moderação para obter qualidade de vida.


Muito interessante! Mostra bem o lado bom e ruim do chocolate.
muito bom pra você vê como o chocolate nâo faz tanto mal assim, ingerido é claro, moderadamente.