Evolução I

Um dia, não sei que milênio, morri pedra e nasci grama.

Muito tempo passou e morri vegetal e nasci bicho.

Vivi num paraíso. Sem pecados. Sem pecados.

Sem deveres. Sem cuidados. Sem quereres.

Sem afazeres. Sem ânsia nem conflitos. Sem meta.

Sem responder por mim.

Morri bicho e nasci homem.

Nasci para a luz. Nela e com ela pude ver-me um ego e esperanças, desejos e rejeições, prazeres e pesares, vaidades e abatimentos, fracassos e glorificações, críticas e louvores, dons e carências, danos e lucros, alegrias e tristezas…

Perdi o paraíso.

É assim que ainda hoje sou um eu responsável e limitado, e tendo medo e vergonha de minha nudez.

Agora, é preciso que o eu, tal como a pedra, a planta e o bicho, venho a morrer para que Cristo possa nascer, para nunca mais eu morrer, por jamais precisar renascer.

Morrendo o ego nasce o Cristo, a vida sem dor nem morte.

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4 respostas a Evolução I

  1. Cláudio Leopoldino disse:

    Querido Prof. Hermógenes, que lindo artigo. Esta é a mais profunda verdade – ansiamos o dia em que voltaremos ao Todo. O dia em que sairemos da dualidade para a mais perfeita Unidade com o Cristo Interno. O Cristo que não carrega qualquer semelhança com aquele que é pregado nas religiões… Que este dia chegue logo.

  2. Daniela Monteiro disse:

    Para mim o Professor Hemrógenes é um exemplo de perseverança naquilo que propomos a seguir. Ele não se rende a modismos e às exigências da sociedade para que adapetemos a Yoga a loucura da vida diária! O Professor Hermógenes se mantém fiel à essência primeira da Yoga e não a entende, como também não só a pratica como um esticar e relaxar de músculos, mas como um viajar da mente.

  3. ratna disse:

    Conheço muito pouco do senhor professor hermógenes, mas sinto muito da sua existência. Sinto que vive o yoga com a busca da ausência do ahamkara, e experimentando intensamente os yamas e nyamas. Me proponho lhe conhecer um dia pessoalmente para que possa sentir na minha miséria a sua luz na presença carnal.

  4. jurema fortunato disse:

    Namastê!!Mestre
    Assim tenho lhe visto atravéz de seus livros, conheci sua obra ainda bem jovem pela pessoa de meu pai, amante da filosofia yoga e lia seus livros, desde pequena aprendi com ele a me sentar em posição de lotus e tantas outras posturas, mas sem conhecer bem seus fundamentos, com meu pai aprendir a doutrina espírita kardecista, a qual com muita sabedoria ele fazia uma ponte com a clareza dos ensinamentos de kardec com a filosofia oriental , e é este ensianamentos que professo em meu viver. meu pai já na espiritualidade deixou-me um grande legado, e ha uns cinco anos quando passei a exercitar a yoga ( hatha) e filosofia tenho eu usado suas obras para preparar palestras e estudos que desenvolvo no grupo que frequento, procurando mostrar aos meus semelhantes o divino que há em cada um , e procurando melhorar a mim mesma ( nosso maior trabalho).
    Por isso tenho-o como meu mestre, pois é com base em suas obras que aprendo e divido o que acredito.
    Que a força DIVINA sempre lhe cubra de paz e amor!!!!!!

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