O governo brasileiro certa vez pediu a seus cientistas para que calculassem o valor das florestas do Amazonas como produtoras de oxigênio para o mundo.
O resultado foi próximo de zero. Os animais e os microrganismos usavam quase todo o oxigênio que as árvores produziam.
A Amazônia pode não valer muito como fonte de oxigênio ou como sorvedouro para o dióxido de carbono, mas é uma magnífica condicionadora de ar para si mesma e para o planeta, graças à sua capacidade de compensar, até certo ponto, as conseqüencias do aquecimento pelos gases de estufa.
As florestas sustentam um lar, um hábitat para um número imenso de organismos, incluindo 1 bilhão de pessoas ao redor da Terra.
Aquecimento do Planeta
Ouvimos falar muito a respeito do efeito estufa: sabemos que a Terra pode estar esquentando e o nível do mar subindo à medida que o gelo polar derrete, e também que grandes tempestades, tais como aquelas que caíram nos últimos anos, podem de alguma maneira ser uma conseqüência desse aquecimento.
O que preocupa é que muitos dos gases poluentes que liberamos na atmosfera são poderosos absorventes de radiação infravermelha e, por reterem mais calor, podem aumentar o aquecimento da Terra.
(trechos do livro Gaia – cura para um planeta doente, James Lovelock,
Editora Cultrix)
Os Efeitos Nocivos
- Crescimento desordenado da população mundial, especialmente entre os países mais pobres (entre os quais se inclui o Brasil), que é a resultante direta do crescimento das dificuldades sociais.
- A escassez de recursos, a bizarra e surreal distribuição de renda e a degradação do meio ambiente a fim de saciar a ânsia de crescimento econômico dos empresários, e/ou por meio da exploração irracional dos recursos humanos e naturais.
As Soluções Viáveis
O reconhecimento de que é necessária uma profunda e radical mudança de percepção e de metas para garantir a nossa sobrevivência e a das demais espécies vivas que compartilham conosco, em estreita correlação.
Mudar a nossa percepção individualista e egoísta e nossos valores em prol de um desenvolvimento sustentável.
As soluções sustentáveis significam que uma sociedade satisfaz suas necessidades sem diminuir as perspectivas das gerações futuras, como é comum de se vê nas chamadas “sociedades primitivas”, como as indígenas, sem a carga intrometida da civilização branca.
Ecologia Profunda
Fazemos parte de um enorme organismo vivo e hoje seriamente ameaçado pela ganância e sede de poder de órgãos econômicos, industriais, políticos, científicos e religiosos, todos voltados para o conquistar e o manter o poder, quer seja material, quer seja ideológico. Mas há uma movimentação interna visível contra tudo isso, afinal somos células e nervos de Gaia, a Terra viva, e esta nova percepção Holística, sistêmica ou inter-relacional entre todas as coisas que nos cercam, é chamada de Ecologia Profunda.
O filósofo Arne Naess caracterizou da seguinte forma a Ecologia Profunda:
“A essência da ecologia profunda consiste em formular questões mais profundas”, e, segundo Fritjof Capra, é essa também a essência de uma mudança de paradigma:
“A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato de que, enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos).”
Precisamos estar preparados para questionar cada aspecto isolado do velho paradigma. Eventualmente, não precisaremos nos desfazer de tudo, mas antes de sabermos isso, devemos estar dispostos a questionar tudo. Portanto, a Ecologia Profunda faz perguntas profundas a respeito dos próprios fundamentos da nossa visão de mundo e dos nossos modos de vida modernos, científicos, industriais, orientados para o crescimento materialista. Ela questiona todo esse paradigma com base numa perspectiva ecológica: a partir da perspectiva de nossos relacionamentos uns com os outros, com as gerações futuras e com a teia da vida da qual somos parte.
(Capra, 1997, página 26).
(fonte: fragmentos do texto Ecologia Profunda, Ecologia Social e Eco-Ética de Carlos Antonio Fragoso Guimarães, no site: http://www.geocities.com/carlos.guimaraes/ecologia.)

